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sexta-feira, 18 de agosto de 2017




terça-feira, 25 de julho de 2017

Filme das formigas


Tainá


Amor sem limites


Para salvar sua vida


Filme investigação de risco


Filme Alcatéia



Deixa eu te usar




Águas que curam


Verdinho Notícias

Justiça manda soltar filho de desembargadora preso com 129 kg de maconha

O filho da desembargadora e presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) Tânia Garcia Freitas, preso após ser flagrado com 129 quilos de maconha, 270 munições e uma arma conseguiu liminar e deixou o presídio de segurança média de Três Lagoas (MS). Ele foi encaminhado diretamente para uma clínica para internação médica. A liminar foi concedida pelo desembargador José Ale Ahmad Netto. 

Breno Fernando Solon Borges estava preso desde o dia 8 de abril e também é alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Polícia Federal durante a Operação Céberus, deflagrada no dia 13 de junho.  De acordo com as investigações da PF, o rapaz integrava uma organização criminosa que contrabandeia armas e que planejava o resgate de um detento na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. 

O nome de Breno apareceu em um dos celulares apreendidos na operação, sendo constatado o auxílio na ação criminosa. Ao todo, sete pessoas foram acusadas de participar da organização criminosa e tiveram prisão preventiva decretada.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Tá amarrado, em nome de Jesus!
Esta frase tem grande peso doutrinário em muitas igrejas, principalmente as adeptas da teologia da prosperidade e confissão positiva. Também é muito utilizada pelos tão famosos e procurados ministérios de batalha espiritual e libertação. Inclusive, tal frase virou até jargão para situações difíceis do cotidiano dos crentes.
Trata-se de um ato místico, no qual o cristão supostamente exerce um poder sobrenatural para “amarrar” demônios e até mesmo a Satanás. Em muitos cultos nessas igrejas, os demônios são amarrados antes, durante e depois, para que o mover de Deus possa fluir sem interferência. Nos cultos específicos de libertação acontece um festival de amarrações, até mesmo entrevistas com demônios são feitas, nas quais é difícil de acreditar que alguém dê créditos ao “pai da mentira” (Jo 8:44). O nível místico é tão alto que alguns chegam até a amarrar supostos demônios do vício, da prostituição, da glutonaria, do egoísmo etc., afirmando que tais comportamentos são causados por demônios, tirando completamente a responsabilidade humana atribuída aos desejos pecaminosos da carne (Gl 5:19-21 ).
A frase “tá amarrado” é tão presente no meio eclesiástico que, se alguém ousar questionar tal “autoridade” é automaticamente considerado como blasfemador e herege.
Com todo o respeito àqueles que pensam assim, informo que podemos (e devemos) analisar se tal frase tem respaldo bíblico. Seguindo o exemplo dos bereianos de Atos 17:11, é o que eu pretendo fazer através desse artigo. Antes que me ataquem pedras, deixo claro que eu creio na realidade sobrenatural de anjos e demônios. Porém, o foco do meu artigo não é abordar este assunto, mas sim analisar biblicamente o ato de “amarrar demônios”.
Os defensores da amarração de demônios utilizam Mateus 12:29 e/ou Marcos 3:27 para defender tal prática. Vejamos as passagens:
Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa.” (Mt 12:29, ARA)
Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então lhe saqueará a casa”. (Mc 3:27, ARA)
Para compreender o que Jesus estava falando, precisamos verificar o contexto das passagens supracitadas. Neste caso, vou concentrar a análise em Mateus 12:29 para facilitar o entendimento.
Jesus tinha acabado de curar um endemoninhado cego e mudo (vs 22). Os fariseus blasfemaram, acusando Jesus de ter expulsado os demônios “pelo poder deBelzebu, maioral dos demônios” (vs 24). A resposta repreensiva de Cristo foi categórica e admirável: “Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistirá o seu reino?” (vs 25-26)
Logo depois no verso 29, Cristo faz uso de uma analogia, colocando o caso de um ladrão que invade uma casa e amarra o dono para poder roubar. Ele utiliza esta analogia para demonstrar que não fazia sentido expulsar demônios sendo um deles, da mesma forma que invadir tal casa para roubar os bens sem amordaçar (amarrar) o dono não teria sentido.
O mundo estava, de certa forma, dominado pelo maligno (1Jo 5.19), quando Jesus veio ao mundo, ele mostrou a sua superioridade sobre Satanás (Mt 4:1-10), estabelecendo o seu reino para libertar os oprimidos (Mt 12:28) e destruir as obras do Diabo (1Jo 3.8). Entrar na casa do “valente” e amarrá-lo para saquear seus bens é, metaforicamente, entrar no mundo, anular a atuação maligna e salvar as vidas dominadas por Satanás. Quem fez isso foi exclusivamente Jesus, sendo mais forte que o inimigo, definitivamente o venceu! Portanto, não há nenhuma margem exegética para afirmar a necessidade de “amarrar” espíritos malignos.
Como complemento de apoio à prática de amarrar demônios, os defensores deste conceito usam Mateus 16:19 e/ou Mateus 18:18 para afirmar que as próprias pessoas dão ou tiram o poder para os demônios agirem, ou seja, ligam e desligam nos céus as ações demoníacas, quando e como bem quiserem. Esta passagem também é muito utilizada pelos adeptos da confissão positiva, dos quais reivindicam de Deus exigindo as bençãos que eles verbalizam como “ligadas nos céus”. Esta refutação também serve para este caso. Porém, não abordarei este assunto a fundo, pois não é o foco desse artigo. Vejamos as passagens bíblicas:
Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.” (Mt 16:19, ARA)
Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus” (Mt 18:18, ARA)
Analisando com atenção, notamos que na verdade não é nós que ligamos algo na terra para então depois ser ligado nos céus. O que acontece é exatamente o contrário! Exegeticamente, os termos “terá sido ligado” e “terá sido desligado”(grego = éstai dedeménon éstai lelyménon) está no tempo futuro perfeito passivo perifrásico, o que indica uma ação ocorrida anteriormente, com reflexos no presente.[1] Ou seja, implica que primeiro foi ligado no céu, para só depois ser ligado na terra, a ação de Deus precede a do homem e não o contrário!
Este é o grande problema que vemos neste conceito “amarratório”, pois além de distorcer o verdadeiro significado do texto, torna-se uma afronta a soberania de Deus, colocando-o em condição de mero observador, totalmente passivo às atitudes humanas. Contrário a isto, vemos o exemplo bíblico de quanto Satanás pediu permissão diretamente à Deus para tocar na vida de Jó, mostrando assim que os espíritos malignos são limitados pelo controle absoluto de Deus (Jó 1.12, 2.6).
O que Cristo “ligou” e sancionou nos céus foi à autoridade dada aos discípulos, pra que eles pudessem, em Seu nome, abrir o reino dos céus para os crentes e fechar para os descrentes através do evangelho. O desenvolvimento desta verdade está claramente demonstrada em Atos 2:14-40, quando Pedro abriu a “porta do reino” através do evangelho, pregando e anunciando a vontade de Deus com a autoridade que o Mestre tinha outorgado. Pedro e os apóstolos foram os agentes humanos através de quem a entrada no reino de Deus seria negada ou permitida.
Sobre Mateus 18:18, o mesmo se aplica, porém no contexto específico de disciplina eclesiástica. Quando alguém é expulso da Igreja de forma justa, a liderança estará cumprindo o padrão que Deus já estabeleceu no céu (veja 1 Co 5.1-13, Tito 2.15-3.11, Rm 16.17-20, 1 Tm 5.19-22, 2 Ts 3.6-15, 2 Tm 2.22-26 ).
Sendo assim, concluo que estas passagens também não dão nenhuma margem exegética para afirmar que devemos “amarrar demônios”.
Para finalizar, o padrão bíblico para repreender e expulsar espíritos malignos é outro, bem diferente de amarrá-los e entrevistá-los. Wayne Grudem, em sua teologia sistemática, explica com clareza a maneira bíblica correta de proceder:
 Se como crentes achamos apropriado falar uma palavra de repreensão ao demônio, é importante que nos lembremos de que não precisamos temer os demônios. Embora Satanás e os demônios tenham muito menos poder que o Espírito Santo que opera dentro de nós, uma das táticas de Satanás é tentar causar medo em nós. Em vez de ceder a tal temor, os cristãos devem lembrar as verdades da Escritura, que nos dizem: ”Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo” (lJo 4.4); e: “Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio” (2Tm 1.7). Paulo diz aos efésios que em sua batalha espiritual eles devem usar o “escudo da fé”, para que possam “apagar todas as setas inflamadas do Maligno” (Ef 6.16). Isso é muito importante, visto que o oposto do temor é a fé em Deus. Ele também lhes diz para serem intrépidos em sua luta espiritual, de forma que, tendo tomado toda a armadura de Deus, pudessem “resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois deterem feito tudo” (Ef 6.13). Paulo diz que os cristãos, em seu conflito contra as forças espirituais hostis, não devem bater em retirada ou se encolher de medo, mas permanecer intrepidamente no seu lugar, sabendo que suas armas e sua armadura “não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas” (2Co 10.4; cf. lJo 5.18).
Na realidade, essa autoridade de repreender demônios pode resultar em uma breve ordem ao espírito maligno para ir embora quando suspeitamos da presença de influência demoníaca em nossa vida pessoal ou na vida dos que nos cercam. Devemos resistir ao Diabo (Tg 4.7), e ele fugirá de nós. Há ocasiões em que uma breve ordem no nome de Jesus será suficiente. Outras vezes será de grande utilidade citar as Escrituras no processo de ordenar ao espírito para que abandone aquela situação. Paulo fala da “espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6.17) . E Jesus, quando foi tentado por Satanás no deserto, repetidamente citou as Escrituras em resposta às tentações do Diabo (Mt 4.1-11). Entre os textos apropriados da Escritura podem ser incluídas afirmações gerais do triunfo de Jesus sobre Satanás (Mt 12.28,29; Lc 10.17-19; 2Co 10.3,4; Cl 2.15; Hb 2.14; Tg 4.7; lPe 5.8,9; lJo 3.8; 4.4; 5.18), mas também versículos relacionados diretamente à tentação particular ou dificuldade iminente. É importante lembrar que o poder de expulsar demônios não vem da nossa força ou do poder de nossa própria voz, mas do Espírito Santo (Mt 12.28; Lc 11.20).[2]
Soli Deo Gloria!

sábado, 22 de julho de 2017

Gabarito do simulado

1-a
2-a
3-e
4-c Anulada
5-a
6—anulada
7-e
8-e
9-d
10-c
11-c
12-b
13-a
14-c
15-e
16- d
17-a  Passível de recurso
18-e
19- d
20- d
21- b
22-a
23- c
24- c
25- a
26- b
27-e
28-d
29-d
30- e
31-e
32- d
33-b
34- a
35- b
36- a
37- b
38-e
39-c
40- c
41-d
42-d
43-c
44-d
45-b
46-c
47-c

48-b

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Justiça determina que 44 aprovados em concurso de 1991 na BA recebam R$ 160 milhões


Uma decisão da 7ª Vara da Fazenda Pública, pode deixar milionários 44 baianos que foram aprovados em um concurso público estadual, realizado em 1991 e que entraram na Justiça porque até hoje não foram nomeados para os cargos.

A Justiça determinou que os aprovados recebessem R$ 160 milhões, sendo R$ 3,6 milhões para cada um, mas a Procuradoria Geral do Estado (PGE) informou, nessa quinta-feira (20), que ingressou com um recurso questionando a decisão e que aguarda um resultado.

Caso o recurso seja negado, o governo do estado deverá pagar o valor estipulado, com efeito financeiro retroativo à data de 16 de março do mesmo ano em que o concurso foi realizado. Caso seja mantido, o efeito retroativo repercutirá no pagamento das vantagens, mesmo sem que os autores da ação tenham exercido os cargos públicos no período em questão.

Conforme a decisão da 7ª Vara, caso o Estado não cumpra, o governador Rui Costa irá arcar, pessoalmente, com multa diária de 20% sobre o valor da causa, o equivalente a R$ 32 milhões, e ainda responder criminalmente por crime de desobediência.

A PGE disse, em nota, que ingressou com o Agravo de Instrumento uma vez que, segundo o órgão, os feitos financeiros retroativos não são admitidos pela jurisprudência.

O governo, por meio da PGE, disse que aguarda a decisão de mérito do agravo interposto, a fim de reverter a decisão. O agravo é o recurso cabível contra as decisões capazes de causar lesão grave e de difícil reparação a uma das partes.


O governo ainda alega que, caso a decisão seja mantida, haverá prejuízo aos cofres públicos. Diz ainda que com R$ 160 milhões teria condições de construir 26 escolas com oito salas de aula cada.*G1

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Brasil

Canta povo tupinambá
Seu canto parindo raízes
Raízes desta nação
Misturaram as cores
Nascente da população.
Canta negro, canta branco, canta caboclo
Seus costumes e tradições
517 anos de história, morte e opressão
O índio ainda canta, o canto da libertação
Vivem em suas reservas, mas já foram os donos desta nação.
O Brasil segue sem rumo, sem saber a direção
Um gigante ainda adormecido, tendo bastante corrupção.
O povo canta a música da chibata

Sofrendo a cada dia, outrora e ainda em senzalas
Não mais são feitores, mas os donos das letras
Que dão os nós e nos ata.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Redação

Tema: A reinserção do ex-presidiário na sociedade como medida para diminuir o índice de reincidência criminal.

sábado, 15 de julho de 2017

domingo, 9 de julho de 2017



Tema 01- Ética na Polícia: Uma questão institucional;
          02- Polícia um mal necessário;
          03- Hierarquia totalmente vertical: Salutar ou degradável;
          04- Polícia Militar: Militares estaduais, um século de história;
          05- A Lei Maria da Penha deveria assistir somente às mulheres?
          06- A razão da impunidade está ligada à falta de leis ou sanções mais eficazes.
          07- Brasil: país do caos;
          08- O crime e suas organizações gerando falência em um Sistema já falido.
          09- A política x a politicagem;
          10- Reforma trabalhista: a quem interessa?


quinta-feira, 6 de julho de 2017

TRE-BA abre inscrições para concurso público




O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) abriu as inscrições para o concurso público 2017 do órgão nessa quinta-feira (06). Os interessados deverão acessar o site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe/Cespe), empresa organizadora da seleção. As inscrições seguem até o próximo dia 24 de julho.

A realização do exame está prevista para o dia 20 de agosto de 2017. Ao todo, são 41 vagas, sendo 16 para analista judiciário e 25 para técnico judiciário. Dessas, 39 são destinadas aos cartórios eleitorais dos municípios do interior. Para a capital, foram abertas duas vagas para cargos específicos. Os salários chegam a R$10.119,93.

As vagas para os cargos de analista judiciário, com requisito de nível superior, se dividem em: sete para a área administrativa e outras nove na área judiciária. Para técnico judiciário, com exigência de nível médio, são oferecidas 25 vagas, sendo 23 para área administrativa. O edital oferece também vagas para formação de cadastro reserva.

Para a capital, o edital oferece apenas duas vagas para cargos específicos, sendo uma para técnico judiciário, especialidade Eletricidade e Telecomunicações e a outra para técnico judiciário, especialidade Operação de Computadores. As inscrições custam R$85 para analista judiciário e R$70 para técnico judiciário. Os salários iniciais são de R$10.119,93 para nível superior e R$6.167,99 para nível médio.


Para outras informações e esclarecimentos, os interessados deverão entrar em contato com a Central de Atendimento do Cebraspe por meio do telefone (61) 3448-0100 ou pelo endereço eletrônico sac_tre_ba_17@cebraspe.org.br Fonte: Qualifica Bahia

domingo, 2 de julho de 2017

Temas de redação

1-Revolução tecnológica, e eu com isso.

2-A desigualdade social no Brasil

3-Brasil: Um país de todos.

4-Juventude: o futuro da nação.

5-Mobilidade Urbana.

6-Polícia para quem precisa. para quem precisa de polícia.

7-Família Desestruturada: sociedade à beira do caos.

8-A política do pão e circo, uma questão que vai além do social.

9-Prostituição: quem ganha e quem perde com esta chaga social.

10-Estatuto da Criança e do Adolescente: suas vantagens e desvantagens.

11-Todos são iguais perante a Lei, mas na prática até que ponto é verdade.

12-Homossexualismo: Doença ou safadeza.

13-Segurança Pública: Dever do Estado e Responsabilidade de todos.



segunda-feira, 26 de junho de 2017

1.O Modelo Brasileiro de Financiamento da Educação
Tal como acontece desde 1934, a atual Constituição estabelece um mínimo de despesa no ensino básico, a incidir sobre a receita que, de longe, predomina na arrecadação estatal: a que provém dos impostos, quer os diretamente coletados, quer os transferidos por outros níveis de Governo.
Na Educação, a União deve empregar nunca menos que 18% daquela receita; os Estados, o Distrito Federal e os Municípios precisam despender taxa maior; no mínimo, 25% da aludida base de cálculo (art. 212 da CF).
Ressalte-se que, em alguns Estados e Municípios, as Constituições e Leis Orgânicas determinam percentual maior. É o caso do Estado de São Paulo que, todo ano, necessita investir 30% na manutenção e desenvolvimento do ensino.
Em tal situação, tem-se visto a derrubada judicial daquelas taxas engrandecidas, sob o argumento de que o planejamento orçamentário é lide privativa do Executivo, não cabendo aos Legislativos, nas Cartas locais, elevar, por conta própria, a despesa orçamentária. Dito de outro modo, tal escopo há de sempre ser iniciado no Poder que planeja o uso dos dinheiros por ele mesmo arrecadados: o Executivo (art. 165 da CF).
Na busca de mais eficiência no uso dos recursos pertencentes ao ensino, o legislador constituinte derivado, mediante duas emendas, prescreveu novos critérios para distribuir parte das transferências constitucionais de impostos.
Veio daí que, dispondo de maior número de alunos matriculados, certos níveis de governo foram beneficiados com mais repasse de FPM, FPE, ICMS e IPI/Exportação; em contraposição, os entes federados com menor rede própria passaram a sofrer perdas naquelas transferências intergovernamentais. Foi isso o que quis a Emenda Constitucional nº 14, de 1996, ao criar o então inovador Fundo do Ensino Fundamental, o hoje extinto FUNDEF, que, entre outros êxitos, gerou forte municipalização das séries iniciais do ensino fundamental.
Dez anos depois e sob o mesmo propósito de repartir impostos em face do tamanho do alunado, a Emenda Constitucional nº. 53, de 2007, institui o Fundo da Educação Básica, o FUNDEB, alcançando não só o ensino fundamental, mas, de igual modo, a educação infantil e o ensino médio.
Esse FUNDEB ampliou o percentual e a base de financiamento; a taxa hoje atinge 20% das transferências que bancavam o FUNDEF, acrescidas do IPVA, do Imposto de Transmissão "Causa Mortis" – ITCMD e da quota-parte municipal do Imposto Territorial Rural – ITR.
Diante disso, claro está que tanto o abolido FUNDEF, quanto o operante FUNDEB consubstanciam maneira de redistribuir tributos entre o Estado e seus Municípios; isso, como já se disse, em favor de setor estratégico para o desenvolvimento nacional: o da Educação.
De todo modo, há de se enfatizar: os recursos de qualquer um dos dois fundos integram os 25% constitucionais do setor; bem por isso, o movimento contábil do FUNDEF e, agora, do FUNDEB não deve nunca se apartar do cálculo que verifica aquele percentual mínimo da Educação.
Da mesma forma, a apuração também considera, de maneira redutora, o excedente dos que obtêm ganho financeiro junto ao Fundo, o chamado "plus", ou seja, a parcela materializada em Estados e Municípios cujo recebimento ultrapassa a retenção contábil dos 20% de impostos do FUNDEB.
Enquanto receita adicional da Educação, sobredita vantagem financeira é cifra que se exclui do cálculo dos 25%. É dessa forma porque, no universo próprio da entidade ganhadora, o tal "plus" não tem natureza de imposto, mas, sim, de excedente financeiro conquistado junto ao fundo educacional.
Já, nos Estados e Municípios com menor rede de ensino básico, a efetiva perda junto ao Fundo inclui-se, de imediato, na aplicação dos 25% constitucionais.
Aqui, saliente-se que é apenas contábil a retenção dos 20% de impostos do Fundo; não é isso valor que permanece, em sua totalidade, no FUNDEB para, só depois, ser entregue ao ente estatal. É como naquele filme da anedota: "a volta dos que não foram". A efetiva retenção só atinge a fatia perdida para o Fundo; via de conseqüência, os que obtêm ganho, nada contribuem para o Fundo.
De mais a mais, manteve a Emenda 53 um dos objetivos centrais da reforma educacional de 1996: a valorização do magistério. De fato, ao menos 60% do FUNDEB destinam-se à remuneração dos profissionais da educação básica, categoria que engloba os docentes e especialistas que oferecemsuporte pedagógico à docência (art. 22, parágrafo único, II, da Lei do FUNDEB, a nº 11494/07).
Na época do Fundo do Ensino Fundamental e ante o vacilo da Lei nº 9.424/96, não restava evidente o uso obrigatório de todo o FUNDEF no próprio ano da arrecadação.
Então, nas esferas de governo com vantagem financeira ("plus"), não havia necessidade de gastar todo o FUNDEF para o atingimento dos 25% constitucionais. Nessa marcha, aquela sobra, em muitos casos, foi, ano a ano, acumulando-se no caixa estatal e, parte dela pode estar, até hoje, inerte em conta vinculada ou, muito pior que isso, já ter sido desviada para outras áreas governamentais ou servir como manobra para um atual e fictício cumprimento do piso de 25%.
Em tal cenário restou desconsiderado o núcleo central da proposta do Fundo: a aplicação de um mesmo valor anual por aluno de cada Estado.
Diferente, a Lei nº 11.494, de 2007, preceitua que o Fundo da Educação Básica (FUNDEB) seja utilizado no mesmo ano do recebimento, excepcionando, contudo, que 5% possam ser empregados logo no 1º trimestre do ano seguinte (art. 21, "caput" e § 2º).
Não obstante o uso no ano seguinte, tais 5% contam na despesa do ano anterior: o da competência. Se assim não fosse, os Municípios "perdedores" descumpririam o mínimo constitucional, malgrado atenderem, fielmente, à aludida Lei do FUNDEB.
A propósito, esses 5% diferidos vêm reinstituir o que se denominava, na Contabilidade Pública, período adicional ao exercício financeiro. Segundo João Angélico, "período adicional é o tempo acrescentado ao ano financeiro com o objetivo de, nesse período, concluir-se a arrecadação de tributos e o pagamento de despesas relativas ao ano financeiro findo. Pode o período adicional abranger um ou mais meses seguintes ao ano financeiro e, como é óbvio, correm nesse período, concomitantemente, as operações relativas ao ano findo...."(in: Contabilidade Pública; Ed. Atlas).
Considerando que, em parte dos municípios, a despesa ainda não é identificada por fonte de receita e tendo em mira que, logo no início do ano, há dotação suficiente para o gasto daqueles residuais 5%, nesse contexto, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, mediante Comunicado, recomenda a abertura de conta bancária específica:
Comunicado SDG nº 07/2009
O Tribunal de Contas do Estado comunica às Prefeituras Municipais que, ocorrendo a situação prevista no § 2º, do artigo 21, da Lei nº 11.494, de 2007, os recursos correspondentes deverão ser movimentados em conta bancária específica, com a seguinte denominação: Parcela Diferida do FUNDEB - § 2º, do artigo 21, da Lei nº 11.494, de 2007.
Serão objeto de glosa no cálculo requerido pelo artigo 212 da Constituição Federal os recursos que não forem movimentados, conforme a orientação aqui contida.
SDG, em 20 de março de 2009
Sérgio Ciquera Rossi
SECRETÁRIO-DIRETOR GERAL
Feitas todas essas considerações, reitere-se que, para realizar os mínimos constitucionais do ensino, há de se aplicar 25% nas etapas de ensino conferidas ao nível de governo (art. 212 da CF) e, também, 60% do FUNDEB na remuneração do magistério (art. 60, XII do ADCT).
No escopo de satisfazer a regra legal, deve-se investir todo o FUNDEB coletado no próprio ano, ainda que 5% possam ser gastos no 1º trimestre do ano vindouro.
A não-aplicação dos mínimos constitucionais do ensino é omissão que acarreta inúmeros embaraços ao ente federado, entre os quais a intervenção de outro nível de governo (a), a impossibilidade de ser contemplado com transferências voluntárias da União ou do Estado (b), a imputação de crime de responsabilidade ao ordenador da despesa (c) e, também, o possível parecer desfavorável dos Tribunais de Contas, juízo esse que, se confirmado no Legislativo, enseja a inelegibilidade do Chefe do Poder Executivo (d)

2.Ganhos e Perdas do FUNDEB
A partir daqui, melhor veremos que o jogo contábil do FUNDEB interfere, diretamente, no cálculo dos 25% constitucionais, para, sob tal premissa, apresentar fórmulas simplificadas de aferição, bem assim o modo de, anualmente, controlar a norma que exige repasse, em 10 dias, às contas vinculadas da Educação (art. 69, § 5º da LDB).
Essa simplificação é importante; a experiência tem-nos revelado métodos desnecessariamente complexos e confusos, o que dificulta, e muito, a análise dos Conselhos de Educação e de Acompanhamento do Fundo da Educação Básica.
Quando o FUNDEB recebido é menor que os 20% de impostos retidos, sob tal quadro de perda, a falta de aplicação total do Fundo, por si só, indica não-cumprimento dos 25% da Educação. Explica-se melhor: não havendo aqui o antes mencionado "plus" do FUNDEB, a quota contribuída e a quota recebida, uma e outra, têm natureza tributária; decorrem apenas dos 20% dos impostos que compõem o Fundo; por conseguinte, balizam o cálculo não só dos 25% da Educação, mas, de igual modo, dos 15% da Saúde e, ainda, dos limites opostos ao gasto das Câmaras Municipais (art. 29-A da CF).
Ao contrário do que muitos pensam, a mera retenção contábil do FUNDEB não significa que todo o valor, de pronto, possa ser incluído como despesa educacional. É assim, visto que deve o Estado ou o Município efetivamente despender toda a quota recebida do Fundo. Vem daí que a inclusão automática nos 25% alcança, única e tão- somente, a cifra perdida para aquele Fundo, isto é, a real contribuição do ente público ao FUNDEB.
Eis um exemplo que melhor aclara a alternativa em comento:
Admitindo-se Município que apresente os seguintes números alusivos ao FUNDEB:
20% dos impostos e fundo de impostos retidos, contabilmente, pelo FUNDEB
$ 1.000
Valor efetivamente recebido do FUNDEB
$ 800
Perda junto ao FUNDEB
$ 200
Desde que não ocorra a plena utilização, no ano, daqueles $ 800 recebidos, estará a Administração Municipal desatendendo ao art. 212 da Constituição.
Em tal contexto, somente a fração perdida para o FUNDEB, os $ 200, inclui-se automaticamente nos 25% constitucionais.
Em sentido inverso, têm-se os que logram sobra monetária junto ao FUNDEB, ao qual, em verdade, nada contribuem, posto que recebem os 20% de impostos e mais o ganho ("plus").
Vamos a um exemplo que melhor elucida a hipótese:
Admitindo-se Município que apresente os seguintes números alusivos ao FUNDEB:
20% dos impostos e fundo de impostos retidos, contabilmente, pelo FUNDEB
$ 1.500
Valor efetivamente recebido do FUNDEB
$ 2.000
Ganho junto ao FUNDEB ("plus")
$ 500
Em tal alternativa, não precisa a Administração gastar os $ 2.000 recebidos para o adimplemento dos 25%, piso esse que, no caso, requer somente o gasto suportado pelos 20% dos impostos do FUNDEB ($ 1.500).

3.A apuração simplificada do art. 212 da Constituição.
Tanto os numerários do FUNDEB, quanto os recursos da Educação desembaraçados de tal fundo, um e outro, são investidos em uma mesma finalidade: a educação básica; o Estado, no ensino fundamental e médio; o Município, na educação infantil e no ensino fundamental (art. 211, §§ 2º e 3º da CF).
Além disso, qualquer um daqueles sobreditos recursos do Ensino há de ser empregadono próprio ano de recebimento, nisso incluído o  período adicional de três meses (§ 2º, art. 21 da Lei nº 11.494, de 2007).
Nesses termos, há similitude entre objetivos e lapsos temporais na aplicação do FUNDEB e dos recursos estranhos a tal fundo.
Nessa marcha e para efeito de calcular os 25% da Educação, desnecessário o cálculo apartado feito à época do Fundo do Ensino Fundamental, o FUNDEF.
Então, para controlar os 25% constitucionais na Educação, pode-se utilizar a seguinte fórmula:
Despesa total liquidada (FUNDEB e não-FUNDEB) (1)
R$
(+)
Perda junto ao FUNDEB (2)
R$
(-)
"Plus" do FUNDEB (3)
R$
(-)
FUNDEF residual utilizado no exercício (4)
R$
(-)
Outras receitas adicionais da Educação (5)
R$
(-)
Despesas não típicas da Educação (6)
R$
(=)
Valor Aplicado na Educação
R$
(/)
Receita Resultante de Impostos
R$
(=)
Percentual de Aplicação
%
1.Incluindo a parcela residual do FUNDEB realizada no 1º trimestre do ano seguinte. A despesa há de estar regularmente liquidada; do contrário, a Educação, no ano, não estaria sendo suprida com todos os bens e serviços adquiridos no exercício.
2.Diferença negativa entre o efetivo recebimento e a retenção do FUNDEB.
3.Diferença positiva entre o efetivo recebimento e a retenção do FUNDEB. Eis aqui o "plus", enfim, uma receita adicional da Educação.
4.O utilizado saldo financeiro do FUNDEF não pode ser nunca confundido com as receitas de impostos; é aquilo resíduo que ultrapassa os 25% constitucionais, sendo, portanto, receita adicional da Educação, tal qual as do item logo abaixo.
5.No corpo da despesa total (linha 1), incluem-se gastos bancados pelo Salário-Educação, por auxílios federais e estaduais ao transporte escolar, por rendimentos financeiros das contas bancárias da Educação, enfim, por receitas que nada têm de tributárias. Tendo em vista que os 25% gravam apenas os impostos, vem daí a necessidade de subtrair essas receitas adicionais do corpo da despesa total.
6.os órgãos de controle haverão de glosar despesas com fanfarras escolares; museus, bibliotecas e ginásios abertos ao público em geral; gêneros alimentícios da merenda escolar; pessoal em desvio de função, entre outros gastos não previstos no art. 70 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB.

4.A apuração das duas vinculações do FUNDEB (remuneração do magistério e despesa total).
Por força constitucional, devem Estados e Municípios destinar 60% do FUNDEB à remuneração do profissional da educação básica (art. 60, XII do ADCT).
Mediante norma legal, esses níveis de governo precisam utilizar, no próprio ano, todo o FUNDEB recebido, ainda que 5% possam ser gastos no período adicional de três meses (art. 21, § 2º da Lei nº 11.494, de 2007).
Nesse escopo, o cálculo pode se basear na seguinte fórmula:
Despesa liquidada na remuneração do profissional da educação básica (mínimo de 60% do FUNDEB) (1)
R$
(+)
Outras despesas liquidadas, à conta do FUNDEB(máximo de 40%) (2)
R$
(=)
Total das despesas à conta do FUNDEB
R$
(/)
FUNDEB efetivamente recebido
R$
(=)
1 (UM)
1.Inclusive as realizadas no período adicional de três meses (1º trimestre do ano seguinte)
2.idem
Sob a hipótese de Estados e Municípios investirem mais do que os regulamentares 25%, mas, de outro lado e por obterem vantagem no jogo do FUNDEB, não despenderem todo esse Fundo no mesmo ano, nesse contexto, tais entes estariam atendendo à Constituição (art. 212), mas, não, à norma legal (art. 21 da Lei nº 11.494, de 2007).
Para alguns Tribunais de Contas, tal lacuna conduz ao parecer desfavorável.
Nesse quadro, tem-se alegado erro técnico da Contabilidade, que, ao invés de empenhar o excedente dos 25% contra dotações do FUNDEB, oneram verbas que nada têm a ver com o Fundo, ou seja, as bancadas pelos chamados recursos próprios.
Escorado no princípio da finalidade da despesa e no art. 8º, parágrafo único da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo recusa o pretendido remanejamento entre FUNDEB e recursos próprios. E o que se vê no seguinte julgado:
"A gestão dos recursos cabe ao Chefe do Executivo, que tem a responsabilidade de acompanhar seu recebimento e de aplicá-los adequadamente, conforme determina a lei.
Assim, se o Município tivesse o cuidado de acompanhar os gastos com ensino, haveria a aplicação da totalidade dos recursos no Fundeb e não o excesso de utilização dos recursos do tesouro, que culminou com a aplicação do percentual de 27,45%, referente ao artigo 212 da Constituição Federal.
.reafirmo que não há que se falar em possível compensação entre a aplicação global de que trata o artigo 212 da Constituição Federal e aquela relacionada aos recursos provenientes do Fundeb, na medida em que o legislador constitucional e o infraconstitucional criaram dois limites distintos, cujo efetivo cumprimento pela Administração devemos fiscalizar.
Sendo assim, o fato do Prefeito ter investido recursos próprios do Município além do total de 25% da receita de impostos e transferências em nada altera a situação.
Por outro lado, não pode deixar de aplicar o total recebido do FUNDEB no prazo fixado pelo artigo 21 e seus parágrafos da Lei nº 11.494/07, porque se cuida de dinheiro vinculado a investimento em finalidade e prazos previstos em lei" (in: TC 2.606/026/07; www.tce.sp.gov.br; grifos nossos).

5.Os repasses financeiros às contas bancárias da manutenção e desenvolvimento do Ensino – MDE
O Caixa Central repassará, a cada dez dias, os recursos destinados à Educação. Caso contrário, as autoridades competentes serão responsabilizadas civil e criminalmente. É o que dispõem os § 5º e 6º, art. 69 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB:
"§ 5º O repasse dos valores referidos neste artigo do caixa da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios ocorrerá imediatamente ao órgão responsável pela educação, observados os seguintes prazos:
I - recursos arrecadados do primeiro ao décimo dia de cada mês, até o vigésimo dia;
II - recursos arrecadados do décimo primeiro ao vigésimo dia de cada mês, até o trigésimo dia;
III - recursos arrecadados do vigésimo primeiro dia ao final de cada mês, até o décimo dia do mês subseqüente.
§ 6º O atraso da liberação sujeitará os recursos a correção monetária e à responsabilização civil e criminal das autoridades competentes.
Tais dispositivos introduziram o repasse aprazado às contas bancárias da Educação, reforçando a tese de que o financiamento educacional dá-se mediante fundo especial, ainda que não regulamentado por lei local, o que, na doutrina financeira, designa-se fundo natural. Essa linha de pensamento ampara-se nas seguintes peculiaridades do modelo vigente:
- Vinculação orçamentária de receitas públicas, situação referida no art. 71 da Lei nº 4.320, de 1964.
- Repasses, com prazo certo, às contas do Ensino, em reforço à sobredita vinculação.
- Aplicação mediante dotações consignadas em orçamento, no contexto prescrito no art. 72 da sobredita lei.
- Normas peculiares de controle (Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEB), sob o cenário desenhado no art. 74 da mencionada disciplina financeira.
- Normas peculiares de prestação de contas (publicação de demonstrativos referidos no art. 72 da LDB), segundo o espírito do art. 74 do indigitado direito.
De seu lado, o anual controle do repasse aprazado deve observar se os Restos a Pagar da Educação estão lastreados nas contas bancárias específicas; do contrário, não estaria acontecendo a transferência com prazo certo ou o gestor educacional empenhou além das disponibilidades financeiras do setor.
Fundamentado nas novas técnicas de Contabilidade Pública, argumenta-se que o sobredito controle deve ser unicamente contábil, não havendo necessidade de se abrir contas bancárias para a Educação.
No entanto, o antes transcrito dispositivo da LDB solicita transferência ao órgão responsável da educação, donde se infere que o titular do setor movimente, ele próprio, os recursos financeiros. De mais a mais, vários municípios ainda não identificam a despesa em face da fonte de receita.
Enuncia-se abaixo, a fórmula para apurar o conteúdo financeiro dos Restos a Pagar da Educação:
Valor existente nas contas bancárias da Educação
R$
(-)
Restos a Pagar da Educação
R$
(+)
Empenhamento excedente aos 25% (*)
R$
(=)
(In)suficiência financeira da Educação
R$
(*) Excluiu-se o empenhamento que excede os 25%, pois a lei exige, apenas, o repasse financeiro da aplicação mínima em manutenção e desenvolvimento do ensino (§ 5º, art. 69, LDB).

Notas de Rodapé:
(a)art. 35, III da Constituição;
(b)art. 25, § 1º, IV, "b" da Lei de Responsabilidade Fiscal;
(c)art. 5º, § 4º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB.

(d)art. 1º, I, "g" da Lei Complementar nº 64, de 1990.

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