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quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Bordado!!!

O Prof. Damásio de Jesus é um dos maiores tratadistas do Direito Penal Brasileiro, com incontáveis publicações na área Processual. Em novembro de 2002 ele escreveu isso:

 - Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto dela,  e sempre lhe perguntava o que estava fazendo.  Respondia que estava bordando.
Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.  Observava seu trabalho de uma posição abaixo de  onde ela se encontrava sentada e repetia: - Mãe, o que a senhora está fazendo?
 
Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia  me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes,  compridos, curtos, uns grossos e outros finos.   Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para  baixo e gentilmente me explicava:  - Filho, saia um pouco para brincar e quando  terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho  da minha posição.   Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:  -  Por que ela usava alguns fios de cores escuras e  outros claros? 
 
 - Por que me pareciam tão desordenados e  embaraçados? - Por que estavam cheios de pontas e nós?
 
- Por que não tinham ainda uma forma definida? - Por que demorava tanto para fazer aquilo?
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela  me chamou:

- Filho, venha aqui e sente em meu colo. Eu sentei  no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!
 
Então minha mãe me disse:  - Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado  porque você não via que na parte de cima havia  belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da  minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para  o céu e dito:
 
- Pai, o que estás fazendo?
 
Ele parece responder:
 
- Estou bordando a sua vida, filho.
 
E eu continuo perguntando:
 
- Mas está tudo tão confuso...
 
Pai, tudo em  desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não  terminam e coisas boas que passam rápido.
 
- O Pai parece me dizer: 'Meu filho, ocupe-se com  seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e...  Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em  meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.'
 
Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo  em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece  que nada dá certo.
 
É que estamos vendo o avesso da vida! Do outro lado, Deus está bordando...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Só gênios são aprovados em concursos? Tem certeza disso?

Para você que pensa que somente os gênios, os superdotados, os que possuem poderes sobrenaturais passam em concursos, dou-lhe uma careta. Sim, eu e Einstein damos uma careta!

Estudar para concursos requer não somente conhecimento avançado sobre determinados temas. Requer também capacidade de recuperação e uso prático do conteúdo. Ser aprovado(a) necessita de memorização, mas uma que seja articulada e não a mera repetição. Muita gente sabe disso e deve estar fazendo careta para o meu texto. No entanto, muita gente fica com a autoestima lá no chão e eu sinto que preciso levantar o moral dessas pessoas.

O que ninguém comenta muito é sobre a inteligência emocional, assunto que ficou muito em voga na década de 90. Foi fruto de imensa corrente literária na psicologia. Atualmente, poucos levantam tal lebre. Uma pena mesmo.

Ocorre que a inteligência emocional, ou seja, a capacidade para gerenciar as emoções – sejam elas boas ou ruins – é um tipo de inteligência. Não somente podemos considerar forma de manifestação intelectiva o bom raciocínio lógico e matemático. Há inúmeras outras formas de inteligência, como a da arte, do movimento corporal e outras. A inteligência emocional é apenas uma delas.

Bem, essa explicação toda serve de suporte para lembrá-los (las) de que nossas emoções são muito importantes para o nosso sucesso nos concursos e na vida, de modo geral. Ser inteligente no aspecto do raciocínio lógico é bom, mas o emocional precisa estar muito bem estruturado para não colocar o primeiro em cheque.

Conheço muitos concurseiros competentíssimos que perderam batalhas (não a guerra) por causa do emocional abalado. Seja por nervosismo, seja por não estarem confiantes, seja por estarem excessivamente confiantes. É uma pena ver isso acontecer. Ainda bem que eles continuam lutando e superando essas dificuldades.

Por isso que digo que não somente os gênios passam em concursos. Muito pelo contrário! Vejo, felizmente, gente normal passar. Isso só me enche de esperanças. Sentimento que quero compartilhar com você, concurseiro(a). Afinal, é estudando firma que “separamos os homens dos meninos”! Estudar para concursos é “quando a criança chora e a mãe não ouve”! É quando mais passamos por provações.

RESUMO DA ÓPERA – Nos concursos, mais vale aquele ditado popular pra lá de conhecido que diz que “Água mole em pedra dura. Tanto bate a até que fura”. Use a sua inteligência emocional e lute firme para obter seu sucesso.

RAQUEL MONTEIRO é uma legítima concurseira carioca.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Natação para concurseiros

William Douglas

Meu filho de dois anos está começando a aprender a nadar. É grande, o guri. A natação servirá para muitas coisas, a começar pela necessidade de administrar bem um corpo daquele tamanho. Sou, claro, apaixonado por ele. Viking, alto, louro, olhos azuis, temperamental, mas, antes de tudo, um bom menino e, mais ainda que isso, meu filho. E o que isso tem a ver com concursos

A professora está fazendo a adaptação do menino à água, o primeiro passo. E vi muita coisa aplicável ao concurso. Nadar é, no seu caso, passar em concurso. Aprender a nadar, então, é nosso assunto... mas, no fundo, estamos falando da mesma coisa.

O primeiro passo é a adaptação à piscina. Meu filho não queria entrar. Ele precisou descobrir o valor da piscina, a graça daquele ambiente, enfim, gostar de piscina.

E você? Já resolveu entrar na piscina dos concursos? Entrar no mundo dos concurseiros? Ou está enrolando para pular na água?

Claro que a gente raramente pula de cabeça, pelo menos não começa assim. É um pezinho, depois molha a perna... mas, uma hora tem que mergulhar mesmo. Onde está você? Já molhou a cintura, já mergulhou? Mergulhe!

No começo da adaptação, o Lucas não entrava na piscina e a professora de natação não o forçou a entrar. Piscina e concurso só adiantam quando você mesmo é quem decide fazer. E como fizemos isso com o Lucas? Ele ficou vendo as pessoas na piscina se divertindo. Aí, quis entrar.
Gente, estabilidade é divertido; bons salários e qualidade de vida também; status idem... mas nada mais prazeroso do que ajudar o próximo sendo remunerado pelo governo. Fazer o bem, melhorar a vida das pessoas.

Meu filho sentou na borda, pôs o pé na água – a professora fez tudo isso antes, depois conseguimos fazê-lo entrar, no meu colo.

Tenho tempo para ir para a natação com meu filho porque fiz concursos e tenho horários bem interessantes. Uma coisa boa do serviço público. Você também pode ter isso daqui a algum tempo.

Mas, continuando: no começo ele só ficava na água abraçado, digo, agarrado mesmo, em meu pescoço. Medo da água, medo do novo, medo da matéria, das provas, dos imprevistos... Depois ele foi se desprendendo, soltando os braços. Para esse processo, o Lucas, como qualquer menino ou menina, precisa sentir segurança. Pai e mãe ajudam, pois passam segurança.

No seu caso, espero que eu, que o curso, que outros professores, que os livros, façamos bem o serviço. Entre na água conosco. Nós entendemos do assunto, você não vai se afogar se seguir as regras.

O próximo passo foi fazer jogos, entre os quais arremessar brinquedos para ele ir buscar. Primeiro com uma mão, depois com as duas. Para ele soltar as duas mãos do meu pescoço foi demorado.
Concurseiros também precisam de jogos: os exercícios e simulados, por exemplo. E como demoram a largar as mãos de outras prioridades para aprender a nadar!

E você, está indo pegar os brinquedos com as duas mãos, focado... ou está agarrado no pescoço da TV, MSN, Orkut, lazer excessivo ou coisa parecida?

Um grande progresso do meu filho foi tirar as duas mãos, ficar solto, se sentir bem, num ambiente agradável. Enquanto segurava a professora, ele estava tenso e com medo.

Se você jogar o jogo, entrar na piscina e confiar, em breve estará se sentindo confortável no ambiente (mesmo que estressante) de cursos, livros, revisões, apostilas, provas, exercícios etc. Acredite em mim: com o tempo, você vai se sentir solto e confiante.

Depois, meu filho e você irão mergulhar na água, entrar de cabeça. Ele ainda não está fazendo isso enquanto escrevo este artigo. Mas fará. Estamos trabalhando com o menino. Ele tem dois anos e meio, precisa disso. No seu caso, a responsabilidade é sua, você é adulto. Se tiver ajuda, ótimo, mas,  se não tiver, vai precisar aprender a nadar sozinho. Contudo, sem você querer entrar na piscina e ficar na água até aprender a nadar, não adianta o resto. Comece por você.

Uma das metas atuais é ensinar o menino a mergulhar, a começar de fora da piscina e se jogar nela. Você precisa sair da piscina uma vez por semana, ou meio turno por semana, para respirar ares diferentes e se recuperar. E, depois, precisa pular de volta, com alegria.

Ao pular na piscina, o simbolismo é que a criança está se entregando para a vida, para a pessoa que está lá dentro, de braços abertos esperando-a. Você precisa se entregar ao sonho, e pular na água. Pule, é divertido! Nadar é bom, passar em concursos também, ser servidor público igualmente.
Convido você a entrar conosco na piscina, e a aprender a nadar. Venha, é divertido!

William Douglas é juiz federal, nadador, pai e concurseiro

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Você está mesmo estudando sério?

Estudar sério para concursos públicos não é algo fácil e muito menos rápido. É preciso muito P2D (Planejamento, Disciplina e Determinação), sacrifício e garra. O prêmio é para lá de desejável, porém alcançá-lo demanda muito do concurseiro por um bom tempo.

Tudo bem, você já sabe disso, está cansado de ler e ouvir a repetição dessa mesma ladainha ... mas responda com toda sinceridade do mundo, você está mesmo estudando sério? Está estudando o melhor que pode? Está estudando para passar?

Enganar

v t enganar [ẽgɐ'nar]

1 fazer crer a alguém algo que não é verdade

2 ser infiel

3 acreditar em algo que não é verdade

Essa é uma das mais perigosas armadilhas dentre as que quem se propõe estudar para concursos públicos encontrará pelo caminho.

É muito fácil enganar aos outros, seja mãe, esposa, amigos, desconhecidos. Basta uma conversa mais ou menos convincente para que quem quer que seja se dê por convencido de que você é um concurseiro sério. Claro que muitos ainda continuarão achando que você está enrolando, mas não desacreditarão de que você estuda com alguma seriedade para concursos públicos. Com isso você consegue minimizar, senão calar, cobranças e críticas, nem que seja temporariamente.

Agora, muito mais difícil é enganar a si mesmo ... no entanto é possível e aí é que mora o perigo.

Enganar aos outros não afeta diretamente o desempenho do concurseiro, e mesmo indiretamente seus efeitos são mínimos na seriedade e qualidade do estudo. O mesmo, porém não acontece quando o concurseiro engana a si mesmo.

Enganar a si mesmo para mais – Muitos concurseiros se fazem acreditar que estão estudando com muito mais seriedade, qualidade e dedicação do que realmente o fazem. Ou seja, o concurseiro “se acha”, acredita que é uma Ferrari quando não passa de um automóvel comum, se brincar de uma simples lata velha.

Enganar a si mesmo para menos – Se acreditar que se é mais do realmente se é já é um problema dos grandes, o contrário pode ser ainda pior. Acreditar que se estuda com menos seriedade e dedicação do que realmente se estuda tem um enorme potencial de deprimir o concurseiro, fazê-lo sentir-se incapaz, incompetente.

RESUMO DA ÓPERA – Não se engane, concurseiro, seja sincero quando você se perguntar se está realmente estudando sério para concursos públicos. E faça-se essa pergunta regularmente, visto que essa é a melhor forma de evitar cair na armadilha da enganação.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Três conselhos IMPORTANTÍSSIMOS para concurseiros novatos

É interessante como nos dois Twitcam Tira-Dúvidas que já realizamos houve a participação de concurseiros novatos que pediam orientações de como começar a estudar para concursos públicos, algo muito pertinente, não somente isso, mas indispensável para o estudo sério para concursos públicos.

São várias as orientações importantes para quem está iniciando os estudos para concuros públicos, porém três delas considero as mais importantes e sobre as quais escreverei um pouco nesse artigo.

Escolha um destino - Muitos concurseiros erram por não definir "de cara" qual o destino que querem atingir quando começam a estudar para concursos públicos. É, exatamente, como quando vamos tirar férias. Antes de arrumar as malas, comprar passagens e decidir que atrações visitar, é preciso decidir para onde vamos, senão não teremos como fazer isso. Você quer trabalhar em tribunais? Quer ser agente da Polícia Federal? Está interessado em ser professor de universidade federal? Qual destino você anseia atingir? Se você já começou e ainda não sabe ... melhor parar tudo e recomeçar decidindo qual será esse destino;

Planeje seus estudos -Planejar os estudos é saber o quê estudar, quando estudar, com que material estudar, de que modo estudar e para qual finalidade estudar. Sem planejar os estudos, o concurseiro perde tempo precioso tentando decidir tudo isso em cima da hora, o que somente leva ao estudo pouco eficiente;

Não queira abraçar o mundo -Voltando ao exemplo das férias, imagine que alguém tem recursos limitados e tem a ideia idiota de querer visitar 30 lugares diferentes distantes milhares de quilômetros uns dos outros. Se para um bilionário isso já seria cansativo apesar dos recursos ilimitados que possui, imagine para um mero mortal com a grana contada ... é impossível. Vale a mesma lógica para concursos novatos desavisados que querem estudar para concursos tão díspares como analista de tribunal, agente da PF e escriturário do Banco do Brasil ao mesmo tempo.

RESUMO DA ÓPERA - Começar a estudar para concursos públicos é algo muito sério e que deve seguir uma certa ordem, indo muito, mas muito além da mera decisão, compra de alguns livros e início dos estudos. Antes mesmo de pensar em comprar livros é preciso tomar uma série de decisões. Para quem não começa do jeito certo ... sorry, você vai sofrer mais que o necessário para se tornar servidor público!

Aproveitando para fazer uma propagandinha light, se você quer aprender o jeito correto de começara estudar para concursos públicos, não deixe de ler o recém-lançado "Manual do Concurseiro Iniciante" de minha autoria.

O AMADURECIMENTO E OS DESAFIOS NOS CONCURSOS


 


Ei você! Você mesmo que está lendo esse blog! Já parou para pensar que todo em nossa vida é um processo, é um amadurecimento. Inclusive no que tange aos concursos públicos, pois para se dar bem em uma seleção em que a cada dia o nível de competição cresce mais é preciso amadurecimento, experiência, e sobretudo saber como lidar com as situações difíceis que vão acontecer.

Eu, por exemplo, na minha adolescência, lembro-me de ter feito alguns concursos, porém naquela época não estava focado como estou hoje. Fazia a inscrição e comprava uma apostila numa banca de jornal, porém não lia o edital, não procurava informações, nem técnicas de estudo e acima de tudo, não fazia nenhum planejamento sequer. Resultado: a apostila ficava jogada num canto do meu quarto ou esquecida em alguma gaveta e no dia da prova ficava desesperado por não ter estudado. Já dá pra saber que não passei em nenhuma das seleções e fique “a ver navios”.

Depois dessa fase, eu esqueci os concursos e procurei investir em cursos profissionalizantes. Acho que o que acontecia de verdade era que eu não tinha fé nos concursos, não acreditava em mim, achava que passar e ser chamado para trabalhar no setor público era algo impossível e inalcançável. Minha cabeça estava voltada para outra direção que hoje vejo, não era a certa. Ah! Se eu tivesse investido nesses concursos desde cedo, procurado planejar, estudar e conhecer suas características e artimanhas, provavelmente hoje, eu teria um vida bem melhor na área financeira e também em questão de qualidade de vida.

Os cursos que fiz foram bons, porém nenhum me fez “melhorar de vida”. Consegui somente promessas e algumas (ou melhor, muitas) dívidas. Depois de tanto ir de um lado e de outro sem sucesso, vi que a minha vida seguia um ritmo do qual eu não gostava, estava decepcionado com o modo que as coisas aconteciam, ou melhor, não aconteciam. No auge da crise, um amigo me incentivou a fazer um concurso público. Reconheço que na hora, não fiquei muito animado, mas resolvi tentar e dessa vez houve um diferencial, pois eu “mergulhei de cabeça” nesse mundo: Estudei, planejei, li editais, acessei sites de concurso, eu , com certeza, estava agindo de forma diferente, era o amadurecimento agindo em mim.

Como resultado do meu esforço, eu passei no concurso, porém não pude aceitar a vaga, pois o local de trabalho era muito longe da minha casa. Mas, eu não iria desistir e apesar da decepção eu continuei firme e procurando melhorar meus métodos de estudo. Os dias passam e é difícil manter a motivação em todos eles, eu confesso. Só que eu acredito em uma força maior que nos move, que nos faz superar obstáculos e tal força estava comigo.

Depois de alguns meses, fiz outro concurso e passei numa posição melhor do que o primeiro e dessa vez a vaga é minha. Já estou trabalhando nele! Depois de tanto esforço, eu finalmente consegui o meu objetivo, porém, algo que eu aprendi e que acho que é também um resultado do mundo globalizado que vivemos hoje é que a vitória de hoje não significa nada amanhã. Continuo estudando para passar em um concurso melhor, pois eu sei que agora eu posso mais. Vivemos em mundo competitivo, onde é necessário provar a todo o momento as nossas competências, onde somos convidados a enfrentar desafios e resolver problemas cada vez maiores.

Por isso, eu sei que essa vitória é apenas momentânea, é provisória, devo continuar, crescendo, estudando e me motivando, até por que os desafios daqui para frente serão cada vez maiores. Não se esqueça disso, enfrente o que vier de cabeça erguida, pois com o tempo virá a solução e principalmente o amadurecimento. O tempo vai curar todas as suas feridas e é através dele, do trabalho diário e árduo, que você colheria a vitória no futuro.

RESUMO DA ÓPERA – O amadurecimento vem com o tempo, as derrotas nos fazem sofrer, porém, também nos ensinam que na vida não há moleza. Aquele que crescer e se motivar sempre terá algo de bom e é por isso que a sua hora vai chegar

Concurseiro lidando com críticas – mais uma vez


Concurseiro lidando com críticas alheias parece “Mais do mesmo” (Legião Urbana) neste blog, não é mesmo?

São tantas cobranças, perguntas capciosas, críticas absurdas, de entes queridos, de outros concurseiros (parece suspeito dizer isso, mas há concurseiros que não respeitam, em absoluto, outros concurseiros), de si mesmo.
É difícil lidar com tanto assédio negativo assim.

O que fazer então?

Digo, com conhecimento de causa, que de 80 a 90% das críticas advém de pura inveja, sendo os outros quase 10% de sinceros ajustes e informativos realmente eficientes e tendentes a nos fazer melhoras.

O engraçado é que a crítica não construtiva sempre começa com “Posso ser sincero?”. E nossa vontade, humana e por vezes impaciente, soa “não, por favor, não seja sincero!”.

Isso é bem comum, não se sintam perseguidos por passarem por problemas parecidos.

Agora devo ser “sincera” a respeito de um detalhe, para que esse texto não soe como uma defesa, sem qualquer contrapartida, de concurseiros sofredores: alguns concurseiros não sabem realmente ouvir e se julgam donos de uma única verdade, absoluta, irremediável e impossível de ser sequer desconstituída.

Saber ouvir é importante. Mesmo que nosso ego e nosso coração digam “não”, é imperioso que se saiba ouvir aquilo que nos é dito, com ouvidos racionais e imperiosamente voltados para uma autocrítica posterior.

Como assim? Ora, ouvir crítica é diferente de rebatê-la a todo custo. Vejam, caríssimos, vocês não precisam dar explicações e justificativas. Tampouco precisam da aprovação de todos para continuar em sua batalha. Mas se ouvem algo (e não apenas escutam com ato simbólico de não poder não escutar se não quiser) é preciso que entendam que isso pode gerar uma autocrítica sim.

Até porque existem aqueles 10% de comentários não invejosos, chatos, acríticos, mesquinhos, sensacionalistas e inúteis, não é verdade? Há pessoas que realmente nos querem bem e oportunizam ajuda sempre que precisamos.

Mas é preciso ouvir. E saber ouvir. E também compreender que certos comentários podem facilmente ser ignorados, sem que você gaste sua estimada energia rebatendo palavras que não encontraram qualquer eco na realidade ou sua vida.

Entristece, claro. Mas não nos deve inviabilizar de seguir a vida, ou mesmo nos deixar com aquela sensação de “puts, perdi o dia!” (já me senti assim várias vezes e hoje, sinceramente, vejo que não vale o mínimo de esforço).

Parto de um simples pressuposto: caráter é caráter, e por tal, é pessoal. Ou seja: por regra, pessoas invejosas sempre serão invejosas; pessoas chatas e entediantes sempre serão chatas e entediantes; e, ao final, pessoas frustradas sempre tentarão mostrar a todos à sua volta, o lado negro, triste e dificultoso das coisas, apenas pelo medo que têm de mudar suas próprias vidas e lutar.

RESUMO DA ÓPERA - E pergunto: vale mesmo a pena? Vamos aprendendo, juntos, a silenciar quando for necessário. E a ouvir as críticas efetivamente positivas. Até porque não temos medo de lutar.

O concurseiro deve vencer suas limitações


Na hora em que se entra em sala de prova dá-se conta da tamanha responsabilidade investida a cada acerto feito.

É a hora de mais pressão, sem dúvida, de toda preparação até a prova.

É o momento de pôr-se à prova. De mensurar se todos os esforços foram o bastante.

Um dos fatores para manter-se calmo é a leitura minuciosa e precisa do edital, onde se tira todas as dúvidas antes da prova; ter em mão um agasalho, água e a algum alimento leve – como bombons-, afinal, é bastante tempo que se passa ao longo do certame sem se alimentar. Não é bom “entupir-se” de comida antes de qualquer atividade que exija concentração e quietude.

Numa análise sucinta do período de preparação até a espera do resultado final do certame tirei a seguinte conclusão: é boa a expectativa de ser aprovado.

Um exemplo de como tudo que temos certeza tornar-se-á monótono é saber o final de um filme antes de assisti-lo. Nesse caso perde-se a emoção de perpassar a história desde seu início. Assim faço uma analogia com tudo na vida. Queremos que tudo seja factível, contudo, queremos a certeza de que todos os nossos esforços serão recompensados, mas enganamo-nos ao pensar que a recompensa é célere.

Por muito achamos que nos esforçamos demais e que já é merecida a nossa aprovação. Sabe-se que têm muitos concurseiros nesta batalha faz bastante tempo, estudando com muita garra todos os dias da semana sem descansar nem mesmo em dias de santo.

Tenhamos calma e nunca desistamos dos nossos objetivos por não estarmos certos da aprovação.

Todos temos direito a um lugar ao sol, cabe a nós o esforço e sacrifícios para sermos merecedores da aprovação no certame em vista.

Os aprovados são os merecedores por seus esforços, determinação e contumácia.

RESUMO DA ÓPERA - A incerteza da aprovação é um fator, de certo modo, estimulante para seguirmos em frente e nunca cair na armadilha de que sabemos o suficiente.

Ninguém disse que seria fácil!

 

Nessa quarta-feira publicamos o artigo enviado por um leitor do blog, o Ítalo, que retrata muito bem a face mais cruel da guerra dos concursos públicos ... o conjunto de dificuldade que devemos enfrentar até vencê-la.

É mais ou menos como acontece com alguém em má forma física que se propõe a subir um longo morro de bicicleta. Além do próprio morro, a pessoa terá de vencer a bicicleta, a falta de preparo físico, a dificuldade para respirar, o sol na cabeça, as pedrinhas que insistem em barrar o caminho ... ou seja, não faltarão dificuldades para se atingir o objetivo, o alto do morro. Dá vontade de desistir? Claro, afinal de contas, ninguém em sã consciência gosta de sofrer, de "fazer das tripas coração" a fim de fazer algo. Inclusive, muitos desistem.

Mas pior que desistir é não começar, diriam muitos ... talvez. Penso que pior ainda é começar e não avançar, nem recuar, nem desistir, mas ficar patinando no mesmo lugar, sofrendo, mas não o suficiente para avançar ou para desistir de vez ... enquanto isso o tempo passada, as pessoas avançam, as coisas acontecem, o mundo gira ... e o coitado no mesmo lugar, sofrendo um puquinho a cada dia, sempre acreditando que vencerá sem que haja chance alguma disso acontecer.

Na minha jornada como concurseiros já tive a chance, desagradável, confesso, e conhecer algumas pessoas que tinham de tudo para vencer na guerra dos concursos públicos ... e não venceram. Desses, compreendo os que desistiram ... afinal de contas, estudar sério para concursos públicos não é para todos. Outros, no entanto, tenho pena por até hoje continuarem naquele "vai, não vai", imóveis, afogados na esperança estéril de vencer uma guerra que não têm a mínima chance de vencer, vendo o tempo passar, reclando que o mundo conspira com eles ... e o tempo passa enquanto eles ficam no mesmo lugar, patinando, escorregando, sem nunca sair do lugar.

Já disse um grande escrito brasileiro que "Para o vencedor, as batatas" ... ouso parafraseá-lo ... "Para os vencedores, os cargos públicos". Vence apenas quem luta ... luta para vencer. E lutar para vencer não é fácil, é sangrento, doloroso, difícil, cansativo ... mas vale a pena ... assim como somente quem sobe o morro pedalando dificuldades acima poderá aproveitar a brisa da descida sem esforço no rosto cansado e suado de "rei da montanha".

RESUMO DA ÓPERA - Para todos os "Ítalos" que estudam sério para concursos públicos pelo Brasil afora ... acreditem, a vitória compensará todas as dores, sacrifícios e esforços ... mas ninguém nunca disse que seria fácil vencer ... mas que importância isso tem para você afinal de contas, viver em si não é fácil ... mas morrer em vida é muito pior.

Reportagens

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