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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Estudo das Orações


Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: e, nem, não só... mas também, não só... como, assim... como.

- Não só cantei como também dancei.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.

Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: mas, contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.

- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.

Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: ou... ou; ora...ora; quer...quer; seja...seja.

- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.

Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: logo, portanto, por fim, por conseguinte, consequentemente.

- Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.

Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: isto é, ou seja, a saber, na verdade, pois.

- Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.

Orações Subordinadas Adjetivas

Orações adjetivas são aquelas orações que exercem a função de um adjetivo dentro da estrutura da oração principal. Elas são sempre iniciadas por um pronome relativo e servem para caracterizar algum nome que aparece na estrutura da frase. Há dois tipos de orações adjetivas: as restritivas e as explicativas.

O. S. Adjetivas Restritivas: funcionam como adjuntos adnominais e servem para designar algum elemento da frase. Não pode ser isolada por vírgulas, e restringe, identifica o substantivo ou pronome ao qual se refere.

Exemplo:

- Você é um dos poucos alunos que eu conheço.
Suj. + VL + predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva

- Eles são um dos casais que falaram conosco ontem.
Suj. + VL + predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva

- Os idosos que gostam de dançar se divertiram muito.
Suj. + O.S. Adjetiva Restritiva + VI + adj. Adv.

O. S. Adjetivas Explicativas: ao contrário das restritivas, são quase sempre isoladas por vírgulas. Servem para adicionar características ao ser que designam. Sua função é explicar, e funciona estruturalmente como um aposto explicativo.

Exemplo:

- Meu tio, que era advogado, prestou serviços ao réu.
Sujeito + O.S. Adj. Explicat. + VTDI + OD + OI

- Eu, que não sou perfeito, já cometi alguns erros graves.
Suj. + O.S. Adj. Explicat. + VTD + OD

- Os idosos, que gostam de dançar, se divertiram muito.
Suj. + O.S. Adj. Explicat. + VI + Adj. Adv.

Orações Subordinadas Adverbiais

Existem nove tipos de orações subordinadas adverbiais. Esse tipo de oração age na frase como um advérbio, modificando o sentido de outras orações e ocupando a função de um adjunto adverbial.

As orações adverbiais são sempre iniciadas por uma conjunção subordinativa.

São elas:
Causal: designam a causa, o motivo.

Exemplo:

- Ela cantou porque ouviu sua banda favorita.

Comparativa: estabelece uma comparação com a oração principal.

Exemplo:

- Ela andava leve como uma borboleta.

Concessiva: se opõe às idéias expressas pela oração principal.

Exemplo:

- Embora a prova estivesse fácil, demorei bastante para terminar.

Condicional: expressa uma condição para que aconteça aquilo que a oração principal diz.

Exemplo:

- Caso você não estude, ficará muito ansioso para a prova.

Conformativa: expressam conformidade ou algum tipo de acordo com a oração principal.

Exemplo:

- Como eu havia te falado, a prova não estava fácil.

Consecutiva: é a consequência da oração principal.

Exemplo:

- Comecei o dia tão mal que não consegui me concentrar no trabalho.

Final: indica finalidade, propósito para que acontece a oração principal

Exemplo:

- Não vou fechar os portões da biblioteca, para que você possa fazer sua pesquisa.

Proporcional: indica proporção.

Exemplo:

- Quanto mais você fumar, mais grave ficará sua doença.

Temporal: localiza a oração principal em um determinado tempo.

Exemplo:

- Quando você voltar nós conversaremos com calma.

Há três tipos de orações subordinadas: As substantivas, as adjetivas e as adverbiais. Trataremos aqui especificamente sobre o primeiro tipo:

Orações Subordinadas Substantivas

São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.

Exemplo 1:

- A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = objeto direto;

Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.

Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).

Sendo assim, notamos que:

- A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta

E ainda em:

- Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;

Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.

Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:

1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.

Exemplos:

- É preciso que o grupo melhore.
Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva

- É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva

- Consta que esses homens foram presos anteriormente.
VI + O. S. S. Subjetiva

- Foi confirmado que o exame deu positivo.
Voz passiva O. S. S. Subjetiva

2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.

Exemplos:

- A dúvida é se você virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

- A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.

Exemplos:

- Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta

- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta

4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.

Exemplos:

- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta

- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta

5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.

Exemplos:

- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal

- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.

6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.

Exemplos:

- Toda a família tem a mesma expectativa: que eu passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva

Há três tipos de orações subordinadas: As substantivas, as adjetivas e as adverbiais. Trataremos aqui especificamente sobre o primeiro tipo:

Orações Subordinadas Substantivas

São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.

Exemplo 1:

- A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = objeto direto;

Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.

Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).

Sendo assim, notamos que:

- A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta

E ainda em:

- Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;

Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.

Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:

1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.

Exemplos:

- É preciso que o grupo melhore.
Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva

- É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva

- Consta que esses homens foram presos anteriormente.
VI + O. S. S. Subjetiva

- Foi confirmado que o exame deu positivo.
Voz passiva O. S. S. Subjetiva

2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.

Exemplos:

- A dúvida é se você virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

- A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.

Exemplos:

- Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta

- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta

4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.

Exemplos:

- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta

- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta

5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.

Exemplos:

- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal

- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.

6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.

Exemplos:

- Toda a família tem a mesma expectativa: que eu passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva

A Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) trata que os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. Isso pressupõe que, se são termos essenciais, seria impossível a existir oração sem a presença de algum deles. No entanto, sabemos que isso não é de todo verdade, já que a oração sem sujeito é formada apenas do predicado.

A oração sem sujeito, ou sujeito inexistente, como preferem alguns autores, ocorre quando, simplesmente, não existe elemento ou pessoa gramatical ao qual o predicado se refere.

Choveu a noite inteira”.

Isso acontece quando o verbo expresso na oração se apresenta com sentido impessoal dentro daquele contexto. Vamos conhecer os mais comuns:

  1. Verbos ou locuções que indicam fenômenos da natureza, como chover, nevar, trovejar:

Trovejou sem parar na Baixada Fluminense”.

“No inverno passado, nevou na Flórida”.

Havia chovido bastante durante a manhã”.

  1. O verbo haver no sentido de existir, acontecer:

“Na reunião de pais só havia mães”. (Fernando Sabino).

Houve poucas desistências para o curso de verão”.

  1. Verbos indicando tempo decorrido, como haver, fazer, ir:

muitos anos nos conhecemos. Desde criança”.

Faz dois meses que não vou à aula”.

Vai para dez anos que me aposentei”.

  1. Verbos ou locuções indicando tempo e distância, como ser, passar:

Era um dia abafado e aborrecido”. (Aluísio Azevedo).

“Já passa das quatro horas”.

Tinham sido horas de longa espera por atendimento médico”.

Observe que, em todos os exemplos, os verbos destacados não possuem sujeito, são impessoais, já que não há elemento gramatical ao qual o predicado se refere. Se esse elemento gramatical passar a existir, logicamente a oração passa a ter sujeito. Veja:

“De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.” (Vinícius de Moraes)

Os verbos em destaque estão empregados em sentido figurado. Como quem “escurece, tarda, anoitece” é a pessoa do poeta (eu=pessoa gramatical), o sujeito simples está presente na oração.

Portanto, apenas memorizar os verbos que são impessoais não é garantia de classificar corretamente uma oração. É preciso atentar para a função e o sentido que o termo exerce dentro daquele determinado contexto.

 

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